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Foto: Citrix Online.

2014 foi um ano para mostrar que as maiores ameaças da humanidade não conhecem fronteiras. O vírus Ebola se espalhou por diversos países. Problemas políticos na Ucrânia resultaram na morte de 289 passageiros, a maior parte holandeses, num avião da Malásia. Muitas das vítimas eram pesquisadores importantes do vírus da AIDS, e não se sabe o que essa perda pode realmente representar para o futuro das pessoas que vivem com a doença. E o maior acontecimento científico do ano, o pouso de uma nave num cometa, foi resultado do esforço dos vinte países integrantes da Agência Espacial Européia.

2014 estava certo: o mundo precisa de menos divisões e mais cidadania global. Então, para aqueles entre nós que se consideram “cidadãos do mundo”, aqui vão algumas coisas que todos podemos fazer para tornar nosso mundo um lugar melhor em 2015.

1. Enxergar a seriedade da mudança climática.

A mudança não vai parar. Sua existência nem é mais alvo de debate. 2014 trouxe previsões como o colapso da camada oeste do gelo antártico, algo que vai aumentar o nível dos oceanos dramaticamente. O ano também trouxe os primeiros refugiados do clima. Essa é uma questão que vai mudar e desestabilizar drasticamente nosso planeta, então deve estar no topo da lista de quem se preocupa com ele.

Mas como começar? O The Environmental Protection Agency (Agência de Proteção Ambiental) oferece uma lista de ações. Coisas simples, como reciclar, usar formas eficientes de energia e plantar árvores. Mas o problema tem que ser combatido num nível internacional. Tente doar para programas de compensação de carbono e agências não-governamentais que atuam na causa.

2. Doe tempo e dinheiro para causas justas.

Você provavelmente pode deixar de gastar R$50 numa pizza por mês e doar para uma causa que precisa de ajuda. Se você quer colaborar com uma organização sem fins lucrativos que vão gastar seu dinheiro com inteligência, pesquise instituições como o Médicos Sem Fronteiras.

Você também pode ser voluntário. Pode ser difícil atuar em causas globais a partir de sua cidade, mas não deixe que isso seja um obstáculo: fazendo de sua comunidade um lugar melhor, você faz do mundo um lugar melhor por tabela. O melhor lugar para encontrar causas locais e internacionais é o Idealist.org.

3. Divida suas histórias e ouça as histórias dos outros.

Uma das coisas em que mais acreditamos aqui na Matador é que a melhor pessoa para contar sua história é você mesmo. O mundo precisa de mais vozes, em especial as de minorias ou marginalizadas, que sejam capazes de falar de suas experiências e cultura. Quanto mais perspectivas enxergamos, mais abertos estamos.

Não quero fazer com que o Twitter ou o Facebook pareçam mais importantes do que são (a foto do seu gato é uma gracinha, mas não está fazendo do mundo um lugar melhor) mas em 2014 tópicos como #YesAllWomen e #BlackLivesMatter ajudaram a mostrar para homens ou pessoas brancas experiências que eles não conhecem. Sempre que pessoas param para ouvir as histórias de outras pessoas, o mundo se torna um lugar melhor.

4. Exige uma internet aberta e livre.

Vivemos na era digital. Ouvimos o que está acontecendo no mundo enquanto está acontecendo e não somos mais limitados pelas nossas escolhas em nossas escolhas de novas fontes. Podemos fazer amizade em qualquer lugar do mundo. Essa nova interconectividade é uma razão enorme para que possamos sentir esperança em relação ao futuro da humanidade.

E isso só é possível porque nós temos uma internet livre e aberta. É uma causa que merece seu suporte, então leia o Google Take Action para conhecer essas questões e doe ou participe de organizações globais que lutam pela neutralidade da rede.

5. Lute pela descriminalização da maconha.

Nos últimos anos o mundo deu um grande passo na direção de uma legislação mais inteligente quando os estados norte-americanos de Washington, Colorado e Washington, DC descriminalizaram a maconha. Assim como no nosso vizinho Uruguai, isso reduziu o crime, aumentou a coleta de impostos e tornou mais difícil que menores de idade cheguem até as drogas. Não é difícil acreditar que também vai resultar em menos pessoas sendo presas por crimes não-violentos.

A chamada “Guerra Contra as Drogas” é uma catástrofe global que nos distrai de questões muito mais importantes. As ações dos EUA são combustível para guerras muito mais graves no México, Colômbia e Afeganistão. Mesmo que você não seja um consumidor de maconha, entender e colaborar com a descriminalização ajuda o fazer do mundo um lugar menos violento. Nos EUA, o site DrugPolicy.org tem uma porção de kits para ativistas e informações. No Brasil, o JusBrasil é um bom ponto de partida para buscar informações.

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