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Foto da capa: Cataratas do Iguaçu por lighana.

1. Inhotim (Brumadinho, Minas Gerais)

Um lugar que fala alto nos corações de amantes das artes. Imagine uma propriedade privada em meio a montanhas com plantas exóticas e algumas das instalações visuais mais dramáticas que você já viu. Isso é o Instituto Inhotim.

É preciso dois dias para ver tudo com calma. O maior centro de artes ao ar-livre da América latina, Inhotim é um imenso jardim botânico com mais de 3.000 acres onde estão espalhadas cerca de 500 peças criadas por artistas nacionais e internacionais como Dan Graham e Hélio Oiticica.

É um daqueles locais super-organizados que fazem brasileiros exclamarem frases como “nossa, nem parece o Brasil” #risos. Além disso, o valor do ingresso não é imoral e há opções de hospedagem para todos os bolsos na pacata Brumadinho.

2. Cataratas do Iguaçu (Paraná)

Foto: markg6

As Cataratas do Iguaçu, na tríplice fronteira, ganham em magnitude das norte-americanas Cataratas do Niágara, com extensão de 2.7 km. Só as Victoria Falls, na África do Sul, ganha de Iguaçu em números. Se você curte esse tipo de comparação, leia mais aqui.

Enquanto as quedas sul-americanas se dividem em seções e permitem a vista (e visitas!) de diversos ângulos, Victoria é uma gigantesca parade de água que requer um helicóptero para ser apreciada por inteiro.

Iguaçu fica dentro de um Parque Nacional, visitado por turistas o ano todo. Há passarelas sobre as águas, um monte de bichos para ver (cuidado com os quatis! eles costumam roubar comida, chapéus, câmeras e qualquer coisa que estiver disponível), barcos para chegar perto das quedas e até descidas de rapel.

Nota importante: a melhor vista é do lado argentino.

3. Fernando de Noronha

O arquipélago é lar das mais belas praias de um país onde belas praias não estão em falta. Há um limite de visitantes por temporada e qualquer atividade deve ser monitorada por guias. Voos saem regularmente de Recife e Natal.

Há pousadas e hotéis, que devem ser reservados com antecedência respeitando o limite de população da ilha. Ao comprar passagem e reservar orçamento para hotel, guia, tours e comida, fica claro que Noronha não é um programa barato. Difícil provar que é isso que suporta a sustentabilidade do turismo no arquipélago, mas uma coisa é certa: ninguém sai ganhando se um cenário desse é ameaçado.

4. Jericoacoara (Ceará)

Diz a lenda que no fim dos anos 90 o autor de um famoso guia de viagens colocou Jericoacoara na lista das “dez mais belas praias do mundo”. Verdade ou não, a menção bastou para que turistas de todo mundo pisassem na vila, em busca das vastas dunas de areias que um dia separaram Jeri do mundo.

É fácil entender o que o autor viu de especial por aqui. Posso até visualizar um gringo comendo ostras frescas e bebendo cerveja gelada com os pés na areia, vendo pequenos barcos de pesca sumindo no horizonte. Mas verdade seja dita: essa não é uma das dez praias mais bonitas nem do Brasil, quanto mais do mundo. Especialmente quando turistas invadem. O turismo fez com que os habitantes originais da vila dessem lugar à agências de turismo caríssimas, problemas de saneamento e prostituição juvenil.

5. A Amazônia

Foto: lubasi

A região chamada Amazônia pega Perú, Guianas, Equador, Colômbia e Bolívia. Mas é sinônimo do enorme norte do Brazil, incluindo o estado do Amazonas. É onde fica Manaus, capital do ciclo da borracha, com um teatro antigo (você sabia que o jack White casou aqui? é verdade!) e a famosa sopa levanta-defunto chamada tacacá.

É possível visitar o Amazonas como mochileiro, mas esse não é um terreno fácil – o que justifica o crescimento de eco-resorts caros e confortáveis, que oferecem seus próprios tours de barco pelos rios adentro.

É uma selva úmida e cheia de bichos. Mas o que a Amazônia não tem de prático, ela compensa com uma sensação de sublime que o turista não vai encontrar em nenhum outro lugar no mundo. É um ambiente denso, rico, frágil e poderoso – tudo ao mesmo tempo.

6. Rio de Janeiro

Foto: Gustavo Valentim

É difícil contar as razões pelas quais os gringos piram no Rio. Mas é fácil concordar com todas elas. Arpoador, Cristo Redentor, Pão de Açucar, botecos, o mais exuberante Carnaval do planeta, toda aquela gente linda…

E aí você tem os hotéis horríveis, o turismo sexual abundante, as tours dentro de favelas, a cocaína barata e aquele sentimento intenso de vale-tudo. O Rio tem o que você quiser e ainda é uma das mais belas cidades do mundo – ninguém pode negar.

7. O Pantanal Matogrossense

Safáris fotográficos, o sol se pondo contra o céu colorido, comida farta e deliciosa e uma sensação de estar honestamente imerso numa cultura local, viva. O Pantanal ficou popular em todo o país depois da novela homônima e se preparou para receber turistas de todo mundo: o transporte é bom e há grande oferta de fazendas que vão cuidar de tudo que você precisar, incluindo passeios, pesca, montaria ou descanso na rede.

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